Existe correlação entre nível de mobilidade e dor?
- Nexus Escola de Movimento
- 4 de ago.
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Pessoas com mobilidade reduzida podem apresentar dor em determinadas condições, porém dor também pode ocorrer em pessoas com excelente mobilidade. A ciência mostra que dor é um fenômeno multifatorial. E entender isso muda a maneira como entendemos e lidamos com ela.
Qualquer explicação que relacione um fator X à dor é uma explicação simplista.
A dor depende de fatores físicos, psicológicos e sociais.
Ela pode estar relacionada à carga aplicada ao corpo, ao sono, ao estresse, à história de lesões, ao desequilíbrio funcional (força, mobilidade etc.) do indivíduo e muitos outros fatores que se combinam. É como um copo que transborda e tentamos culpar apenas a última gota.
Em algumas condições, recuperar amplitude de movimento faz parte do tratamento, em outras, fortalecer o corpo ou melhorar a tolerância aos esforços pode ser mais importante.
Por isso, não faz sentido tratar toda dor apenas com alongamentos.
Pessoas com baixa mobilidade tendem a sentirem seus corpos mais tensos, e isso pode torná-las mais sensíveis a sentirem mais dor, ou ainda a falta dessa mobilidade pode trazer compensações que ao longo do tempo contribuem para um desequilíbrio funcional maior, mas nem toda limitação de mobilidade causa dor. E nem toda dor é consequência de pouca mobilidade.
Na Nexus, entendemos a mobilidade como uma peça importante de um sistema muito maior.
Nosso objetivo não é apenas aumentar amplitudes, mas desenvolver um corpo mais capaz de responder às demandas da vida.