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Por que sentimos dor?

A dor existe por um bom motivo: Ela te protege. Se você coloca a mão em algo muito quente, tirar a mão rapidamente é uma excelente estratégia de sobrevivência. Mas dor não é simplesmente detectar algo perigoso que aconteceu. Ela também pode tentar te proteger diante de uma ameaça percebida, ou em potencial. Isso porque trata-se de uma experiência sensorial e emocional, influenciada em diferentes graus por fatores biológicos, psicológicos e sociais. Ou seja, existem também inf

O que é dor crônica?

Imagine sentir dor durante alguns dias. É bem chato, né? Agora imagine que essa dor continua por semanas, por meses e até anos... É nesse contexto que falamos em dor crônica. Uma dor persistente não deve ser tratada simplesmente como uma lesão aguda que "ainda não sarou". Ela pode estar relacionada a uma lesão, inflamação, sobrecarga ou outro processo que o organismo está tentando resolver, e quanto mais o tempo passa, mais a relação entre a dor e aquilo que originalmente a d

Dor sempre significa lesão?

Quando sentimos dor, é natural pensar que alguma coisa está machucada. Afinal, se dói, alguma coisa deve estar errada, certo? Nem sempre. A dor é uma experiência real, mas não funciona como um exame que mede diretamente a quantidade de dano existente em um tecido. Isso ajuda a explicar algumas situações que parecem contraditórias. Uma pessoa pode apresentar alterações em um exame de imagem e não sentir dor. Outra pode sentir bastante dor mesmo quando não existe uma alteração

Mobilidade se perde com o tempo?

A mobilidade tende a diminuir com o envelhecimento e com a redução da variedade de movimentos. Porém, exercícios e atividade física regular podem preservar ou melhorar a mobilidade em diferentes fases da vida. É natural que algumas características do corpo mudem com o passar dos anos. Tecidos tornam-se menos elásticos, a massa muscular diminui e algumas articulações podem apresentar alterações relacionadas ao envelhecimento. Mas isso não significa que perder mobilidade seja u

Existe correlação entre nível de mobilidade e dor?

Pessoas com mobilidade reduzida podem apresentar dor em determinadas condições, porém dor também pode ocorrer em pessoas com excelente mobilidade. A ciência mostra que dor é um fenômeno multifatorial. E entender isso muda a maneira como entendemos e lidamos com ela. Qualquer explicação que relacione um fator X à dor é uma explicação simplista. A dor depende de fatores físicos, psicológicos e sociais. Ela pode estar relacionada à carga aplicada ao corpo, ao sono, ao estresse,

Como melhorar a mobilidade?

Melhorar a mobilidade envolve expor o corpo, de forma progressiva, a diferentes movimentos. Alongamentos podem fazer parte do processo, mas normalmente os melhores resultados surgem quando eles são combinados com exercícios ativos, fortalecimento e prática consistente. Lembra que conversamos sobre Mobilidade ser a soma de Flexibilidade com Força e Coordenação? Muitas pessoas procuram um exercício "mágico" para destravar o corpo. Mas mobilidade não depende de um único moviment

Quais são os efeitos e as causas da falta de mobilidade?

A redução da mobilidade costuma ser consequência de um conjunto de fatores, como sedentarismo, repetição limitada e mecânica dos mesmos movimentos, envelhecimento, lesões ou dor persistente (evitação). Seus efeitos vão além da amplitude de movimento e podem influenciar tarefas do cotidiano, desempenho físico e sensação de confiança ao se mover. Nosso corpo se adapta constantemente ao que fazemos. Mas também ao que deixamos de fazer. Quando passamos grande parte do dia sentado

Mobilidade é diferente de flexibilidade?

Resposta curta: Sim. Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, eles representam princípios diferentes. A flexibilidade está relacionada à amplitude que o corpo consegue alcançar, enquanto a mobilidade envolve utilizar essa amplitude de forma ativa, com controle, força e coordenação. Parece uma diferença pequena, mas um foca no tecido corporal, na "foto", na passividade e o outro foca no movimento, no "vídeo", na atividade, e isso faz toda diferença. Ter boa

O que significa autonomia corporal?

Autonomia corporal é a capacidade de utilizar o próprio corpo com confiança, independência e liberdade para responder às diferentes situações da vida. Mais do que executar exercícios, é saber ouvir o próprio corpo e continuar aprendendo ao longo do tempo. Autonomia corporal é um dos pilares da Nexus. Mas o que isso realmente significa? Significa depender cada vez menos de instruções para conseguir se movimentar. É saber organizar o próprio corpo, reconhecer os seus sinais, en

Como o cérebro aprende novos movimentos?

Aprender um movimento é um processo do cérebro, não apenas dos músculos. Sempre que experimentamos uma nova tarefa, nosso sistema nervoso cria, ajusta e fortalece conexões que tornam aquela ação cada vez mais eficiente. Quando aprendemos algo novo, como andar de bicicleta, dirigir, nadar ou qualquer outro movimento, cada tentativa fornece informações importantes, como "O que funcionou", "O que precisa ser ajustado" e "Como economizar energia?". Com o tempo e repetição, essas

O que são capacidades físicas e habilidades motoras?

Capacidades físicas e habilidades motoras são conceitos diferentes, mas complementares. As capacidades representam o potencial do corpo, como força, resistência, potência, velocidade, flexibilidade, equilíbrio e coordenação, enquanto as habilidades são o que fazemos com as capacidades, a forma como utilizamos esse potencial para resolver problemas em situações reais e realizar movimentos como correr, saltar, arremessar etc. Duas pessoas podem ter exatamente a mesma força nas

O que significa mover-se bem?

Mover-se bem não significa realizar movimentos perfeitos. Significa ser capaz de responder às diferentes demandas da vida com eficiência, segurança e confiança. Um corpo que se move bem é aquele que possui repertório, adapta-se a diferentes situações e continua aprendendo ao longo da vida. Na Nexus, acreditamos que mover-se bem significa possuir capacidade de adaptação. A vida não acontece em um ambiente controlado. Ela exige equilíbrio em um ônibus em movimento, força para l

Devo evitar o impacto?

Escutamos isso quase todo dia: "Evite atividade com impacto!" ou " Você deveria fazer hidroginástica para seu joelho!" . Mas será que o problema é realmente o impacto? Ou é a falta de preparo para ele? Fomos moldados, ao longo de milhares de anos, por forças, variações, irregularidades e muito impacto. Cada passo, cada corrida, cada salto gera uma interação direta com o solo. E é justamente essa interação que estimula adaptações importantes: fortalecimento e regeneração ósse

O melhor aparelho da academia é você

Pensamos que quanto mais tecnologia, melhor: máquinas modernas, ajustes milimétricos, movimentos guiados... tudo para parecer mais eficiente, mais seguro, mais avançado. É fácil acreditar em tudo isso. Mas eu te pergunto: Se a máquina faz tudo por você, o que você faz? Se a trajetória já está definida, a estabilidade está garantida, o movimento já vem pronto e existe quase nenhuma necessidade de se pensar, você só empurra, puxa e repete. E, aos poucos, seu corpo se adapta a

Excesso de Conforto

Inegavelmente, nós somos uma das máquinas de movimento mais eficientes da natureza. Uma construção que levou centenas de milhares de anos para chegar até aqui. Nossos ancestrais não "treinavam"; eles sobreviviam. Correr, escalar, carregar e agachar eram necessidades biológicas para se manter vivo num ambiente muitas vezes de escassez e perigo. Nosso corpo que foi moldado pelo, e para, o movimento constante, encontra-se hoje num mundo de cadeiras ergonômicas, poltronas confort

Cascata de hábitos

Mudar um velho hábito ou começar algo novo é realmente muito difícil. Isso porque nosso cérebro é especialista em economizar energia. Pelo mesmo motivo, ele também é muito bom em “automatizar” aquilo que se repete, assim a nova tarefa consumirá cada vez menos energia. Pense na primeira vez que você dirigiu um carro: Pisa na embreagem > Engata a marcha > Olha para frente > Pisa no acelerador > Vai soltando a embreagem > Cuidado para não deixar o carro morrer > Ignora a buzina

A dor como aliada

Nós, humanos, possuímos diversos mecanismos de alerta e defesa para nos sinalizar que algo não está indo conforme o planejado: medo, susto, fome, sede, perigo, tosse, calafrios, espirro, febre e, entre outros exemplos, a dor. Imagine que você não sentisse dor: como saberia que o fogo não te queima ou que um corte não te machuca? A dor é uma sinalização, uma comunicação, entre o interno e o externo com o objetivo principal de preservar nossa integridade. Mas o mais impressiona

Auto-Comparação

Nas últimas semanas ouvi duas frases de pessoas distintas que me chamaram a atenção: “ A turma está muito avançada para mim ” e “ Se eu for fazer uma aula, passarei vergonha ”. Isso me fez pensar muito sobre as nossas expectativas, a maneira que encaramos algumas coisas e o tema principal de hoje: A comparação . Parece óbvio pensar que os começos não são perfeitos, que ninguém nasce sabendo tudo e que quase todo aprendizado começa do zero. Mas a vida toda a gente foi comparad

Treinar para viver

A gente fala muito sobre "treino", né? Mas, no fundo, o que significa treinar? Para mim, o conceito de "treino" é simples: o ato de te preparar para algo. E é por isso que não existe essa história de treino ideal, receita mágica ou exercício perfeito. O que existe são pessoas, momentos e objetivos que são só seus. Para alguns, a academia tradicional já resolve. Para outros, uma modalidade esportiva específica é o suficiente. Tem quem prefira uma luta, Pilates, ou quem faça u

Frustração e Aprendizagem

Recentemente, li em " Por Que Os Generalistas Vencem Em Um Mundo De Especialistas " um capítulo que me fez parar e refletir profundamente. Ele traz um conceito chamado " Dificuldade Desejável ” e usa exemplos de como as crianças aprendem melhor matemática, mas a transferência disso para a vida e, principalmente para o movimento, é automática para mim. A grande sacada desse conceito é que a frustração não significa que você não está aprendendo, mas a facilidade sim . Quando a

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