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A dor como aliada

  • Foto do escritor: Nexus Escola de Movimento
    Nexus Escola de Movimento
  • 23 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de out. de 2025

Nós, humanos, possuímos diversos mecanismos de alerta e defesa para nos sinalizar que algo não está indo conforme o planejado: medo, susto, fome, sede, perigo, tosse, calafrios, espirro, febre e, entre outros exemplos, a dor.


Imagine que você não sentisse dor: como saberia que o fogo não te queima ou que um corte não te machuca?


A dor é uma sinalização, uma comunicação, entre o interno e o externo com o objetivo principal de preservar nossa integridade.


Mas o mais impressionante é que o que sentimos e experimentamos como dor é “apenas” uma interpretação do nosso cérebro ao estímulo recebido.


Em outras palavras, se eu e você sofrermos exatamente a mesma lesão em um músculo da perna ao correr, muito provavelmente experimentaremos essa dor de maneira diferente. Seja na intensidade, no trauma gerado, na maneira como lidaremos e até mesmo na velocidade de recuperação.


Isso porque a dor é um fenômeno multifatorial, e é regulada de acordo com nossas emoções, experiências passadas, crenças, medos, antifragilidade, ambiente que estamos inseridos, profissionais que damos ouvidos e até mesmo nossa genética.


Quando a gente entende a dor como aliada, e não inimiga, paramos de tentar combate-la e começamos a ouvi-la, entendendo que o combate deve ser contra o causador dessa dor que ela tanto está tentando nos dizer.


Exemplo: Fiquei o dia todo sentado trabalhando, terminei o dia com muita dor na coluna. Culturalmente, eu chegaria em casa e tomaria um remédio para dor nas costas e assim que possível trocaria minha cadeira do escritório. Certo?


Olhando este cenário, eu tenho uma tentativa de comunicação (dor) que sinaliza um agente estressor (sedentarismo) que se manifestou por muitas horas. A minha solução foi silenciar a comunicação (dor) com remédio e reforçar meu agente estressor (cadeira mais confortável = mais sedentarismo). Tratei sintomas e esqueci das causas. Amanhã tudo se repete e eu vou modulando e sensibilizando negativamente cada vez mais meu sistema de alarme.

A minha proposta com esse texto é te provocar a fazer o contrário:


Escute a sua dor e tenha uma relação saudável com quem está tentando te preservar! Se ela te sinalizou que a coluna está doendo após um dia inteiro de trabalho, invés de tratar sintoma, trate a causa: evite ficar tanto tempo sem se movimentar, faça mais pausas, se movimente mais.

 
 

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