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Auto-Comparação

  • Foto do escritor: Nexus Escola de Movimento
    Nexus Escola de Movimento
  • 23 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Nas últimas semanas ouvi duas frases de pessoas distintas que me chamaram a atenção:

A turma está muito avançada para mim” e “Se eu for fazer uma aula, passarei vergonha”.


Isso me fez pensar muito sobre as nossas expectativas, a maneira que encaramos algumas coisas e o tema principal de hoje: A comparação.


Parece óbvio pensar que os começos não são perfeitos, que ninguém nasce sabendo tudo e que quase todo aprendizado começa do zero.


Mas a vida toda a gente foi comparado ou se comparou com alguém: o fulano que com a sua idade já tinha casa própria, a irmã que não deu tanto trabalho quanto você, o modelo com o corpo padrão, a amiga que viaja o tempo todo etc.


Quanto mais nos comparamos com alguém, mais injustos somos com nós mesmos. Não somos as mesmas pessoas, não temos as mesmas histórias e nem as mesmas oportunidades, por que deveríamos nos comparar com elas? Por que nos importamos tanto com o que os outros vão pensar? Será que se importam tanto com nós quanto nos importamos com elas? Somos tão especiais assim?


No contexto de uma aula (principalmente em um espaço como a Nexus, cujo propósito é permitir que todas as pessoas vivenciem seus corpos com autonomia), faz sentido eu me preocupar com o que vão pensar? Ou me comparar com alguém que está lá há mais tempo do que eu, que cheguei hoje? Mesmo que fizesse sentido, o que eu teria a ganhar com isso? Um troféu?


Que tal fazer o exercício de gastar esse tempo nos comparando apenas com nós mesmos?


O desenvolvimento é do meu “eu” de hoje em relação ao meu “eu” de ontem. E nada mais.

 
 

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