Quais são os efeitos e as causas da falta de mobilidade?
- Nexus Escola de Movimento
- 2 de ago.
- 1 min de leitura
A redução da mobilidade costuma ser consequência de um conjunto de fatores, como sedentarismo, repetição limitada e mecânica dos mesmos movimentos, envelhecimento, lesões ou dor persistente (evitação). Seus efeitos vão além da amplitude de movimento e podem influenciar tarefas do cotidiano, desempenho físico e sensação de confiança ao se mover.
Nosso corpo se adapta constantemente ao que fazemos. Mas também ao que deixamos de fazer.
Quando passamos grande parte do dia sentados, evitamos determinadas posições ou repetimos sempre os mesmos gestos, reduzimos a variedade de estímulos que oferecemos.
Com o tempo, algumas articulações passam a explorar menos suas amplitudes, alguns músculos deixam de ser exigidos e determinados movimentos parecem cada vez mais difíceis.
Isso não significa que o corpo "enferrujou". Significa que ele se adaptou ao contexto em que vive.
A diminuição da mobilidade pode tornar tarefas simples mais desafiadoras, como agachar para pegar um objeto, sentar no chão, alcançar uma prateleira alta ou girar o tronco ao dirigir. Também pode levar o corpo a encontrar estratégias compensatórias para realizar essas tarefas.
Essa hipomobilidade e compensações nem sempre causam problemas, mas podem aumentar a sobrecarga em determinadas estruturas corporais, e criar um cenário de ciclo vicioso:
Falta de estímulo > Baixa mobilidade > Corpo travado > Sobrecarga > Dor > Falta de estímulo (...)
A boa notícia é que o corpo continua adaptável ao longo da vida e assim como perde capacidades por falta de uso, também pode recuperá-las quando recebe estímulos adequados.